terça-feira, 8 de julho de 2014

Mas ao longo do 6° ano tudo começou a mudar. Comecei a olhar ao redor e vi que, talvez, eu não
tivesse tanto em comum com aquelas crianças. Suas famílias não pareciam ser problemáticas como a
minha. Não conseguia imaginá-los sentindo a frieza de um lar como eu sentia, como se saíssem para
uma tempestade de neve toda vez que abrissem as portas de suas casas. Nos encontros da escola,
seus pais os chamavam de “meu garoto” ou de "princesa”, enquanto os meus nem apareciam. Quando
comecei a duvidar de que me adequaria, Christy Bruter, minha “best friend forever", começou a ficar
popular e, de repente, não tive mais dúvidas: eu não era como aquele pessoal.
-A lista negra