quinta-feira, 7 de novembro de 2013

The beginning of everything: fifteen years

Desde que me conheço por gente,convivo com esse negocio de poderes. Não,não é um outro mundo, ou um universo paralelo.Também não somos separados em raças, não tem fadas nem varinhas de condão. Quero deixar isso claro antes de começar.
São só pessoas com poderes,só isso. Cada um tem o seu, como as pessoas e suas qualidades.Nós todos temos um simbolo no pulso direito, que identifica nossa família. O simbolo aparece no aniversário de 15 anos. Todos da minha família tem um pássaro.
No meu aniversário de 15 anos, eu já esperava o pássaro no pulso.Mas em vez disso, apareceram duas estrelas de seis pontas. Ninguém me disse uma palavra. Todos sabiam o que significava. Meus pais continuaram na mesma, como se o mundo não existisse. Meus avós fingiam se distrair com uma coisa qualquer, enquanto minha tia tinha cara de surpresa e meu tio me encarava.
Eu realmente não sabia o que fazer. Isso só significava uma coisa: Eu não pertencia a aquela família.
Aos quinze anos os poderes aparecem, e eu não teria ninguém para me ajudar, que me entendesse. Quem eram meus pais e como eu cheguei lá?
Um milhão de coisas passaram na minha cabeça, mas só uma foi dita: Não acredito nisso.
No fim destas palavras, em voz baixa e calma, eu corri. E corri nem sei para onde, corri o mais rápido que poderia.Corri para fugir, para acreditar que não era verdade, para pensar que era só um sonho, que eu iria acordar e tudo estaria bem. Corri por tantos motivos que no final, eu nem sei por que corri.
Percebi que alguém me seguia. Era meu irmão, Taylor. Eu não havia o visto na sala quando meu simbolo apareceu. Com certeza,ele não estava lá.Mas Taylor era mais velho,ele com certeza sabia o motivo da minha fuga. Ele queria me explicar, mas eu não queria ouvir. Eu só queria...
Eu nem sei o que eu queria.
Enquanto eu me aprofundada na floresta, e ele tentava me alcançar, eu soltava galhos das árvores, para impedir que ele se aproximasse mais de mim. Taylor gritava meu nome, mas eu o ignorava. Tudo era em vão.
Chegamos até um rio, onde eu derrubei uma árvore e a fiz de ponte. Atravessei e logo retirei a ponte improvisada, para que Taylor não atravessasse.
Passei o resto da noite em cima de uma árvore, sentada num galho qualquer. Algumas lágrimas escorriam, enquanto eu pensava em tudo o que poderia acontecer comigo agora.
Até que adormeci.  

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